Hospital de Messejana no combate ao câncer

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José Aurillo Rocha

O problema do câncer no Brasil ganha relevância pelo perfil epidemiológico que essa doença apresenta, e, com isso, o tema tem conquistado espaço nas agendas políticas e técnicas de todas as esferas de governo do país. O conhecimento sobre a situação dessa doença permite estabelecer prioridades e alocar recursos de forma direcionada para a modificação desse cenário na população brasileira. Assim, podemos constatar, um exemplo de câncer, o câncer de pulmão, tem destacada importância pela alta incidência e alta mortalidade. Estimam-se que 17.210 novos casos de câncer de pulmão em homens e 10.110 em mulheres, no Brasil, somente no ano de 2012.

Anteriormente, o câncer do pulmão era considerado uma doença rara até o início do século XX. Desde então, sua incidência vem aumentando rapidamente e essa neoplasia se tornou a mais frequente na população mundial e a causa mais importante de morte por câncer no mundo. A sua ocorrência é determinada por um passado de grande exposição ao tabagismo. Em números, os tabagistas têm até 30 vezes mais risco de desenvolver câncer do pulmão. Alguns estudos sugerem que alterações genéticas, juntamente com o tabagismo, podem responder por cerca de 50% dos casos diagnosticados em pessoas com idade até 60 anos.

Uma das metas para os próximos anos é planejar ações concretas para discutir falhas na abordagem dos problemas atuais. Nossa rede de atenção tem de ser mais eficiente e não mais permitir atrasos no acesso à população aos serviços de saúde. Fatores de risco como cigarro, consumo de álcool, sedentarismo, obesidade e nutrição inadequada, por via direta ou por ação indireta, através da hipertensão arterial ou do diabetes, são os responsáveis pela maioria dos males que afligem as sociedades modernas.

O câncer foi responsável pela morte de 7,6 milhões de pessoas no ano de 2008, provocando a perda de quase 170 milhões de anos de vida saudável, informa a revista médica britânica “The Lancet”. Este é o primeiro estudo que mede quanto tempo de vida saudável foi perdida no mundo por culpa do câncer, a partir do cálculo dos anos de incapacidade que a doença causou e os anos perdidos pela morte prematura dos pacientes.O tratamento preventivo é o caminho certo.

Melhorar a rede de atenção ao câncer se faz uma prioridade essencial. Hospitais como o Hospital de Messejana – Dr. Carlos Alberto Studart que se destaca por sua ação, seja na atenção terciária, bem como credenciado ao MEC, como de ensino e pesquisa. Hospital de Messejana – Dr. Carlos Alberto Studart é uma unidade terciária especializada no diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas e pulmonares. Sua meta agora é participar das ações de combate ao câncer, em especial, aquele que mais mata nossa população, o câncer de pulmão, promovendo ações que envolvam a sociedade e a promoção da saúde. Juntos por mais saúde de qualidade: diagnóstico precoce pode salvar vidas.

Dr. José Aurillo Rocha é diretor médico associado da Oncovie.

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